FIQUE POR DENTRO

É o conjunto de ações voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes as atividades de produção e prestação de serviços visando a saúde do homem.

É responsabilidade do Cirurgião-dentista a orientação e manutenção da cadeia asséptica por parte da equipe odontológica e o cumprimento das normas de qualidade e segurança, além de ter um papel fundamental na produção da consciência sanitária, na comunidade onde atua. Tem importância na preservação do meio ambiente, quando manipula e descarta os resíduos químicos, tóxicos e infectantes. Levando a redução geral de riscos à saúde e acidentes ocupacionais.

Biossegurança

Biossegurança

Doença periodontal e doença cardiovascular

As doenças cardiovasculares afetam o coração e/ou os vasos sanguíneos. Mais de 50 milhões de americanos têm problemas de natureza cardíaca e vascular, fazendo com que as doenças cardiovasculares apareçam como a primeira causa de morte e invalidez.

Periodontite e Problemas Vasculares

Pesquisas recentes indicam que a periodontite pode estar associada ao desenvolvimento de doença cardiovascular. Uma explicação para essa associação é que as proteínas inflamatórias e as bactérias presentes no tecido periodontal penetram na corrente sanguínea, causando diversos efeitos no sistema cardiovascular. Um estudo recente1 examinou a relação entre a presença de bactérias que sabidamente causam periodontite e o espessamento da parede dos vasos sanguíneos comumente observados em doenças cardíacas. Depois de um exame de mais de 650 participantes, os pesquisadores concluíram que o aumento do nível de espessamento da parede dos vasos sanguíneos estava associado à presença das mesmas bactérias conhecidas como causadoras da periodontite.

Vários aspectos de seu estado de saúde devem ser considerados no momento da avaliação da situação do seu periodonto e da elaboração de planos para um tratamento abrangente. No caso de portadores de doença cardiovascular e pessoas com risco de desenvolver essa doença, os fatores críticos a serem considerados são a gravidade e duração da doença, a presença de outras enfermidades – como o diabetes – que afetam a doença cardiovascular e de fatores de risco em relação às doenças periodontais. Seu dentista pode comunicar-se com seu médico para determinar o nível de cuidados, o tratamento e seu bem-estar geral.

A redução da presença de bactérias e a eliminação do biofilme, tanto abaixo como acima da linha da gengiva, são partes importantes da saúde bucal e sistêmica.

As instruções sobre a higiene bucal são parte importante do tratamento de todos os pacientes, particularmente os de alto risco, como os portadores de doença cardiovascular. O tratamento deve concentrar-se na prevenção de enfermidade periodontal e inflamação bucal. Essa prevenção é essencial para o controle dos problemas bucais associados à doença cardiovascular.


Referências
1. Circulation. 2005 Feb 8; 111(5):576-82.

A síndrome da boca ardente, também chamada de síndrome da ardência bucal, caracteriza-se pela sensação de queimação na mucosa oral e/ou língua.

Após muitos estudos, foi possível concluir que a maioria dos casos de queimação na cavidade oral ocorre em mulheres que estão na pós-menopausa. Contudo, existem outros fatores desencadeadores dessa síndrome, como:

  • Danos estruturais aos nervos responsáveis pelo paladar e dor;
  • Secura bucal, que pode ser decorrente do uso de alguns fármacos ou desordens, como a síndrome de Sjögren e diabetes;
  • Candidíase oral;
  • Deficiências nutricionais;
  • Refluxo gástrico;
  • Próteses mal ajustadas ou alergias a materiais odontológicos;
  • Ansiedade;
  • Depressão.

Em mais de metade dos pacientes, a dor surge espontaneamente, sem que haja um fator precipitante. Cerca de um terço dos indivíduos acometidos relatam o início de um tratamento dentário, doença ou uso de certo fármaco, em associação com o surgimento da ardência.
A ardência comumente afeta mais uma região da cavidade oral, sendo mais frequente no terço anterior da língua, no terço anterior do palato duro e na mucosa do lábio inferior.
Muitos pacientes relatam que a interferência da ardência durante a noite atrapalha a qualidade do sono. Outras manifestações incluem:

  • Formigamento ou sensação de dormência na boca ou na língua;
  • Dor que se intensifica durante o dia;
  • Aumento de sede;
  • Xerostomia;
  • Alteração do paladar, com sabor metálico ou amargo.

O diagnóstico é feito por meio de exame físico detalhado, junto com o histórico clínico do paciente. Alguns exames também podem ser feitos, como:

  • Exames de sangue em busca de infecções, deficiências nutricionais, doenças associadas à síndrome;
  • Swab oral, em busca de candidíase;
  • Testes de alergia para materiais dentários, alimentos ou alguma outra substância que possa estar causando alergia.

O tratamento deve ser feito de acordo com cada caso e inclui:

  • Tratamento de doenças preexistentes, como diabetes, síndrome de Sjögren, ou um problema de tireoide;
  • Suplementação nutricional, em casos de deficiências nutricionais;
  • Ajuste ou substituição de próteses dentárias;
  • Troca ou suspensão de medicamentos, caso esses sejam os responsáveis pela ardência;
  • Uso de fármacos para tratar xerostomia, candidíase oral, ansiedade, depressão e controle de lesão em um nervo.

Procure um seu dentista especialista em ESTOMATOLOGIA para fazer um diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

Fontes:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992006000300021&script=sci_arttext
http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4821
http://www.mayoclinic.com/health/burning-mouth-syndrome/DS00462

DOENÇA DA MODERNIDADE: Disfunção temporomandibular (DTM)

DTM ou Disfunção Temporo Mandibular é o nome usado quando há algum transtorno na Articulação Temporo Mandibular ou ATM. Essa articulação está localizada à frente das orelhas e mantém a mandíbula unida ao crânio. Ela faz os movimentos de abertura e fechamento da boca.

Instruções de saúde oral 

Sintomas mais comuns

  • Dores na face e nos maxilares
  • Dor de cabeça tipo tensão
  • Dor de ouvido
  • Pressão nos ouvidos (sensação de tampado)
  • Zumbido
  • Dificuldade para abrir a boca e/ou mastigar/falar
  • Abertura da mandíbula limitada
  • Ruídos ou estalos ao abrir e fechar a boca

O que causa DTM?

DTM geralmente tem vários sintomas e mais de uma causa. Vários fatores podem estar agindo em conjunto, incluindo:

  • Injúrias à mandíbula: traumas na mandíbula, ampla abertura durante a alimentação, procedimentos odontológicos longos ou entubação para a cirurgia.
  • Hábitos errados (parafunções): apertamento ou ranger dos dentes, roer unha e goma de mascar podem ocasionar DTM em certas pessoas.
  • Oclusão: pesquisas mostram que a forma como os dentes mordem juntos (oclusão) é raramente a causa da DTM, mas em um pequeno número de pessoas, pode ser parte da razão pela qual a dor não desaparece.
  • Fatores psicológicos: estudos têm demonstrado que o estresse emocional, depressão e ansiedade aumentam a dor.
  • Medicamentos: alguns medicamentos sujeitos a receita médica podem afetar o cérebro e os músculos. Isto pode levar a mais dor.
  • Doenças articulares: vários tipos de artrite podem acontecer na DTM, assim como qualquer outra articulação do corpo. Algumas destas condições podem exigir o trabalho em equipe para seu cuidado.

Tratamento

Não há “solução rápida” ou “cura” para DTM porque existem muitas causas possíveis. Seus sintomas podem ser temporários e auto-limitantes, sem efeitos graves em longo prazo. O seu dentista irá trabalhar com você para ajudá-lo a gerenciar a condição.

O recomendado é que você e seu dentista primeiramente se concentrem em terapias conservadoras e reversíveis, pois já se demonstrou que a autogestão e tratamentos conservadores são os mais bem sucedidos.

Os objetivos do tratamento são para diminuir a dor, aumentar a função da mandíbula e limitar o impacto desta patologia na vida diária.

Procure seu dentista e esclareça todas as suas dúvidas e maneiras para abordar este problema.

Dra. Luciana Miranda

Especialista em Ortodontia e Disfunção Têmporomandibular-UFF

FÁBRICA DE SORRISOS BONITOS E ESTÉTICA EM DENTES ANTERIORES

Ultimamente tem se falado muito sobre a modificação do sorriso com restaurações de Porcelanas Odontológicas. O assunto está em todos os lugares, na televisão, redes sociais, internet. Hoje em dia, cada vez mais os pacientes nos procuram com expectativas diversas em relação a este tipo de tratamento estético. Por isso, é importante que se conheça alguns tipos de tratamentos, suas indicações e possibilidades.

Dentre os tratamentos estéticos para os dentes anteriores, destacamos os principais:

1- Restaurações em Resina Composta;
2- Fragmentos Cerâmicos;
3- Facetas laminadas em Cerâmica;
4-Coroas Totais Cerâmicas.

1 – Restaurações em Resina Composta;

As resinas odontológicas tem amplo uso na odontologia, principalmente para reparos estéticos. Muitas são as possibilidades e em vários casos se tornam a saída mais barata e conservadora no sentido de desgaste da estrutura dental. Porém a sua durabilidade e resistência não são tão satisfatórias quanto às das Cerâmicas Odontológicas.

2 – Fragmentos Cerâmicos – “Lentes de Contato”

É o tratamento do momento! As Cerâmicas alcançaram a resistência e comportamento luminoso muito semelhante ao esmalte dental. Isso quer dizer que podem substituir, corrigir, alterar cor, forma e textura dos dentes, possibilitando a modificação completa do sorriso dos pacientes. Isso porque refletem a luz de maneira muito semelhante ao esmalte dentário, tecido que recobre o dente. 

Os Fragmentos ou Lentes de Contato têm como principal vantagem o mínimo desgaste dental. Isso se deve ao fato de serem fabricadas em laboratórios especializados. Além disso, são planejadas e instaladas por dentistas especializados, que as cimentam diretamente sobre o esmalte dos dentes, alterando o contexto geral do sorriso.

Outra grande vantagem dessa modalidade de tratamento é a rapidez e simplicidade da condução do tratamento. Isso quando feito por profissionais capacitados, tanto dentista, quanto o técnico do laboratório. Em muitos casos pode se finalizar o tratamento em apenas 2 consultas, na maioria das vezes sem necessidade de restaurações provisórias, aguardando apenas o processamento laboratorial das peças restauradoras.

3 – Facetas Laminadas em Cerâmica:

Presentes na Odontologia desde a década de 50, usadas em muitos artistas do cinema americano, que prendiam peças cerâmicas aos dentes para somente fazer as gravações e depois as removiam. As Facetas Laminadas ganharam o mundo por serem o tratamento pioneiro com real semelhança ao tecido dental. Possuem uma versatilidade muito grande para resolver diversos casos, pois podem ser aplicadas a diferentes níveis de desgaste dental.

Suas principais desvantagens em relação às Lentes de Contato são: a necessidade de desgaste dental para instalação, e a impossibilidade de tratamento sem o uso de restaurações provisórias. Porém, podem resolver alterações mais severas de posição, forma, cor e textura, se comparadas às Lentes de Contato.

4 – Coroas Totais Cerâmicas:

Chamamos de Coroas Totais as restaurações protéticas que recobrem toda a parte visível do dente, todo seu segmento que está acima da gengiva. Dito isso, para que possam recobrir toda a estrutura, demandam um maior desgaste dental para serem instaladas. São mais indicadas para reconstruções maiores, dentes que já tiveram um histórico restaurador, sofreram acidentes, fraturas, tratamentos de canal, ou seja, tiveram perda importante de sua estrutura por traumatismo ou cárie.

Nos dias atuais, essas são as principais abordagens estéticas nos dentes anteriores. Sempre deve ser considerado o uso do clareamento dental anterior ao tratamento, para ter um maior ganho estético final, para aqueles que procuram este tipo de tratamento.

Esperamos ter ajudado a esclarecer suas dúvidas e expectativas em relação ao tratamento estético. Para maiores informações nos procure, venha fazer o Planejamento Digital do seu Sorriso conosco e ver como seu rosto pode mudar antes mesmo de fazer o tratamento.

Dr. Vinícius Lima
Mestre em Dentística e Especialista em Prótese Dentária – UERJ